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  • As meninas, Lygia Fagundes Telles

    Não é à toa que Lygia Fagundes Telles representa um dos maiores nomes da literatura brasileira. Com As meninas, que rendeu um Prêmio Jabuti em 1974, ela nos entrega o Brasil de hoje que, publicado em pleno 1973 – momento mais feroz da ditadura civil-militar no país – lança luz sobre as meninas: mulheres de ontem, hoje e …

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  • Hibisco roxo, Chimamanda Ngozi Adichie

    Para minha amiga Jhennefer, que enfim floresceu. Chimamanda Ngozi Adichie é daquelas autoras que arrebatam à primeira leitura, não somente pela beleza e notável força de seus textos, mas também pela reflexão e pelo alargar de perspectivas que eles proporcionam. A partir de sua experiência enquanto mulher, negra e nigeriana, vinda de uma família de …

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  • A Rainha Ginga, José Eduardo Agualusa

    Há mentiras que resgatam e há verdades que escravizam. [Agualusa] “Dona Ana de Sousa, a rainha Ginga, morreu a 17 de dezembro de 1663, aos oitenta anos, em paz com os portugueses e com a Igreja Católica”, relata Francisco José da Santa Cruz, também aos oitenta anos, vividos entre as lembranças de sua convivência com …

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  • Virginia Woolf, Alexandra Lemasson

    No lugar de uma epígrafe, a trilha sonora do Philip Glass para As Horas (clica vai) Sentei para escrever sobre a biografia da Virginia Woolf escrita pela Alexandra Lemasson e percebi que não seria possível levar a tarefa a bom termo sem refletir sobre o processo que me transformou em gente-que-lê. Após um tempo de …

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  • A resistência, Julián Fuks

    Creo que hay que resistir: éste ha sido mi lema. Pero hoy, cuántas veces me he preguntado cómo encarnar esta palabra. Ernesto Sabato Resistência. Resistência à própria identidade, à família, às lacunas da história. Adoção. Exílio. Lugar. Argentina. Brasil. Política. Memória. Invenção? Realidade? Memória não é, em si, uma construção? E quando se trata da …

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  • As cidades invisíveis, Italo Calvino

    Resolvi revisitar As cidades invisíveis (1972) daquele Calvino italiano com quem acredito, com a força de uma topada no dedo mindinho do pé, ter alguma conexão astral. O livro foi reeditado este ano pela Companhia das Letras e traz 8 desenhos do autor e ilustrador (além de arquiteto, o que vem a calhar) Matteo Pericoli,  [...] More  →
  • Hospício é Deus – Diário I, Maura Lopes Cançado

    O louco é divino, na minha tentativa fraca e angustiante de compreensão. É eterno. (CANÇADO, 2015, p. 25) A arte e a loucura sempre se cruzaram, ainda que de maneira tortuosa. Na literatura, a mente frágil e inconstante de alguns escritores gerou trabalhos de grande potência, como os do francês Antonin Artaud, do paulista Renato …

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  • Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

    – Você tem aquele livro da Rupi Kaur? – questiono a moça que vende livros num avental, um pouco envergonhada da minha pronúncia esquisita do nome da poeta. – Qual livro? – diz, aproximando-se do teclado do computador. – É… Milk and honey, acho que… “Modos de usar a boca”? – Não seria “outros”? [pausa …

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  • Perro Viejo, Teresa Cárdenas

    “Sufro la inmensa pena de tu extravío Siento el dolor profundo de tu partida Y lloro sin que sepas que el llanto mio Tiene lagrimas negras, tiene lagrimas negras Como mi vida” (Lagrimas negras, Buena Vista Social Club) Algumas pessoas se recordam de suas leituras da infância e é um alento quando encontramos tais experiências …

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  • O Deus das Pequenas Coisas, Arundhati Roy

    “Ammu, se a gente fica feliz num sonho, vale?”, Estha perguntou. “Vale como?” “A felicidade vale?” Ela sabia exatamente o que ele queria dizer, seu filho com o topete desmanchado. Porque na verdade só o que vale vale. A sabedoria simples e direta das crianças. — O Deus das Pequenas Coisas, Arundhati Roy Não raro …

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  • O conto da aia, Margaret Atwood

    Você não conta uma historia apenas para si mesma. Sempre existe alguma outra pessoa. Mesmo quando não há ninguém. (ATWOOD, 2006, p. 54) A canadense Margaret Atwood, além da vasta e diversificada carreira como escritora (explorando o romance, o conto e a poesia), também já lecionou língua e literatura inglesas e exerceu por muito tempo …

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  • Felizes poucos, Maria José Silveira

    Fomos vencidos? Quem vai saber. Só a vida dirá se, ao perder a batalha, perdemos nela a esperança e a alegria de ser quem fomos e quem somos. Esse bando de irmãos. (p. 30)     Recém saído do forno em 2016, Felizes poucos: onze contos e um curinga é a mais recente obra de …

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