• Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

    – Você tem aquele livro da Rupi Kaur? – questiono a moça que vende livros num avental, um pouco envergonhada da minha pronúncia esquisita do nome da poeta. – Qual livro? – diz, aproximando-se do teclado do computador. – É… Milk and honey, acho que… “Modos de usar a boca”? – Não seria “outros”? [pausa …

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  • A teus pés, Ana Cristina Cesar

    “Tarde aprendi bom mesmo é dar a alma como lavada.” Versos de ‘O Homem Público N. 1’ Ana Cristina Cesar, mesmo com uma literatura aparentemente muito pensada e reescrita, não tão fugaz ou feita para o descartável, esteve conectada à geração mimeógrafo justamente por não se prender à grande esfera editorial e às exigências do público, …

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  • Cobra Norato, Raul Bopp

    “Um dia eu hei de morar nas terras do Sem-fim” O gaúcho Raul Bopp viajou por todo o Brasil assumindo os ofícios mais díspares (desde pintor de paredes até caixeiro de livraria), mas acabou se envolvendo de maneira mais expressiva com a Região Norte. Já em São Paulo e formando em Direito, fundou algumas publicações …

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  • Um útero é do tamanho de um punho, Angélica Freitas

    “Um poeta deve entrar no pleno domínio unipessoal de sua linguagem, assumir igual responsabilidade por todos os seus elementos, subordiná-los a intenções próprias e somente suas, cada palavra deve exprimir direta e indiretamente a intenção do poema: não deve haver nenhuma distância entre o poeta e sua palavra” (BAKHTIN, 2015, p. 73)[1] “A linguagem do …

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