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  • Lazarilho de Tormes, Anônimo

    Nesses tempos de adversidades e de reviravoltas em nossas fortunas, apresento brevemente o livro Lazarilho de Tormes, história sobre a personagem do “pequeno Lázaro”, situada na Espanha do século XVI, que poderia refletir muito bem as condições de vida de muitos anônimos sobreviventes que caminham sob os olhos desatentos dos demais em uma sociedade extremamente …

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  • Crônicas de São Paulo – um olhar indígena, Daniel Munduruku

    Em um texto intitulado “A vida ao rés-do-chão”, o qual se tornou referência nos estudos sobre crônica, o mestre Antonio Candido dá “Graças a deus” pelo fato dessa ser considerada um “gênero menor” na literatura. Esse alívio expresso por ele, justifica-se porque, sendo como é, a crônica chega mais junto da gente comum. Para Candido, …

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  • [ESPECIAL] Todas as vencedoras do Nobel de Literatura

    Na verdade, mulheres vendem muito. Por isso editores estão sempre procurando boas autoras. Mas homens dominam as resenhas. Já faz algum tempo. Homens são mais resenhados, mais homens resenham, e escritores homens são levados mais a sério. — Margaret Atwood. Ao longo de 116 anos, a academia sueca entregou sua medalhinha adornada com o busto [...] More  →
  • Azul e dura, Beatriz Bracher

    Nada importa quando nada está certo. (BRACHER, 2010, p. 134) Uma das autoras mais interessantes e respeitadas de nossa produção literária recente, a paulista Beatriz Bracher iniciou a carreira no mundo editorial brasileiro participando da organização da revista de literatura e filosofia 34 Letras e se destacando como uma das fundadoras da competente Editora 34. …

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  • Quantas madrugadas tem a noite, Ondjaki

    a poesia não se procura tipo diamante, se encontra tipo arco-íris: ou há ou não há – sorte e azar dos olhos no depois da chuva. (p. 114)   Creio que a melhor forma de desenrolar minhas impressões sobre Quantas madrugadas tem a noite seja partir de uma fala de Maria Valéria Rezende, escritora que …

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  • O gigante enterrado, Kazuo Ishiguro

    Em outros tempos, neste mesmo Prosa Mirante, escrevi sobre Kazuo Ishiguro e seu livro de contos, Noturnos. À época, destaquei a importância de Ishiguro para a literatura contemporânea, principalmente na escrita de romances. Justamente sobre o mais recente, publicado em 2015, que debruço-me nesta resenha: O gigante enterrado. A princípio, parece-me que o livro reitera …

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  • 10 obras escritas por mulheres para discutir a política anti-migratória

    […] formamos todos, em conjunto, uma sociedade interligada, da qual só perdura a memória compartilhada. Nélida Piñon em Coração Andarilho (2009, p. 7)   O retrógrado quadro instaurado nos Estados Unidos com a posse de seu atual presidente vem sendo recebido com grande indignação em âmbito global. Já na primeira semana de mandato, Donald Trump …

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  • Outros cantos, Maria Valéria Rezende

    “Saudade quero ver pra crer Saudade de te procurar Na vida tudo pode acontecer Partir e nunca mais voltar” (Saudade – Otto) 1 Hoje apresento a quarta resenha da série Maria Valéria Rezende. Para quem acompanha nossos escritos, deve ter percebido nosso pendor e carinho pelos textos da escritora. Furto-me de descrever sua biografia encantadora, duas …

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  • Diário de Bitita, Carolina Maria de Jesus

          Para mim, o mundo consistia em comer, crescer e brincar. Eu pensava: o mundo é gostoso para se viver nele. Eu nunca hei de morrer para não deixar o mundo. O mundo há de ser sempre meu. Se eu morrer, não vou ver o sol, não vou ver a lua, nem as …

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  • Memórias do subsolo, Fiódor Dostoiévski

    Ah, é! Vou escrever. Eu sempre escrevo pra seção de cartas do leitor. Eu também tenho um blog. Estou no Facebook. Tenho muita opinião. E seguidores. O endereço é fácil. Não quer? Tudo bem, não quer, não precisa anotar. Tenho milhares de amigos e seguidores. Mais um, menos um, pra mim tanto faz. Mas vou …

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  • A teus pés, Ana Cristina Cesar

    “Tarde aprendi bom mesmo é dar a alma como lavada.” Versos de ‘O Homem Público N. 1’ Ana Cristina Cesar, mesmo com uma literatura aparentemente muito pensada e reescrita, não tão fugaz ou feita para o descartável, esteve conectada à geração mimeógrafo justamente por não se prender à grande esfera editorial e às exigências do público, …

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  • Capitães da areia, Jorge Amado

    Para André Honor, que um dia foi Pedro Bala. “No começo da noite caiu uma carga-d’água. Também as nuvens pretas logo depois desapareceram do céu e as estrelas brilharam, brilhou também a lua cheia. Pela madrugada os Capitães da Areia vieram. O Sem-Pernas botou o motor para trabalhar. E eles esqueceram que não eram iguais …

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