BannerJ
  • Memórias do subsolo, Fiódor Dostoiévski

    Ah, é! Vou escrever. Eu sempre escrevo pra seção de cartas do leitor. Eu também tenho um blog. Estou no Facebook. Tenho muita opinião. E seguidores. O endereço é fácil. Não quer? Tudo bem, não quer, não precisa anotar. Tenho milhares de amigos e seguidores. Mais um, menos um, pra mim tanto faz. Mas vou …

    More  →
  • A teus pés, Ana Cristina Cesar

    “Tarde aprendi bom mesmo é dar a alma como lavada.” Versos de ‘O Homem Público N. 1’ Ana Cristina Cesar, mesmo com uma literatura aparentemente muito pensada e reescrita, não tão fugaz ou feita para o descartável, esteve conectada à geração mimeógrafo justamente por não se prender à grande esfera editorial e às exigências do público, …

    More  →
  • Capitães da areia, Jorge Amado

    Para André Honor, que um dia foi Pedro Bala. “No começo da noite caiu uma carga-d’água. Também as nuvens pretas logo depois desapareceram do céu e as estrelas brilharam, brilhou também a lua cheia. Pela madrugada os Capitães da Areia vieram. O Sem-Pernas botou o motor para trabalhar. E eles esqueceram que não eram iguais …

    More  →
  • Cobra Norato, Raul Bopp

    “Um dia eu hei de morar nas terras do Sem-fim” O gaúcho Raul Bopp viajou por todo o Brasil assumindo os ofícios mais díspares (desde pintor de paredes até caixeiro de livraria), mas acabou se envolvendo de maneira mais expressiva com a Região Norte. Já em São Paulo e formando em Direito, fundou algumas publicações …

    More  →
  • O cemitério de Praga, Umberto Eco

    Sou grande admirador (e usuário) do Umberto Eco Teórico, cujos trabalhos sobre a presença do leitor no texto contribuem para sustentar e arrematar as estratégias interpretativas de qualquer obra. Para o Eco de Lector in Fabula e Seis passeios pelos bosques da ficção (livrinho agradável que todomundo devia ler), o texto é “uma máquina preguiçosa pedindo ao …

    More  →
  • A hora dos ruminantes, José J. Veiga

    “Isso de mexer com quem tá quieto pode chamar tempestade.” O goiano José J. Veiga ingressou um pouco tarde na carreira literária, aos quarenta e quatro anos. Ademais, ele logo foi saudado pela crítica e pelo público por sua prosa singular, dotada de questões incisivas aliadas a uma abordagem bastante lírica. Formado em direito sem …

    More  →
  • Vasto mundo, Maria Valéria Rezende

    Para meu pai, Josalbo Licarião, que quando canta abraça o sertão inteiro.  Ouvir Maria Valéria Rezende é tão bom quanto lê-la. Quem já teve a oportunidade de estar presente em qualquer de suas palestras, assistir a uma entrevista na tevê ou mesmo tomar um chá em seu quintal em João Pessoa/PB, há de concordar rapidinho …

    More  →
  • O voo da guará vermelha, Maria Valéria Rezende

    “Quem construiu a Tebas das sete portas? Nos livros constam os nomes dos reis. Arrastaram eles os blocos de pedra?” Bertold Brecht   Abrir o livro e com ele alçar voo, o livro mesmo sendo pássaro, asas abertas, chamando o leitor pra garupa da sua lombada, aninhando-o dentro de suas páginas. Livro que promete no …

    More  →
  • Desmundo, Ana Miranda

    Além da conversa das mulheres, são os sonhos que seguram o mundo na sua órbita. — José Saramago, Memorial do convento Vossas mercês, leitores do Prosa, precisam ler Desmundo. Urgentemente. Capaz de mergulhar o leitor numa atmosfera de brutalidade e lirismo, esta narrativa rouba seu fôlego em meio à densa vida selvagem de uma colônia ainda pouco desbravada …

    More  →
  • 10 ficções recentes sobre a ditadura brasileira

    As coisas têm um rosto distinto quando vivemos o pós-elas. Quando nascemos tantos anos depois. Quando precisamos que nos informem, que nos expliquem, que nos digam que era óbvio o óbvio que pulou para dentro dos arquivos. As verdades feias foram ao banheiro e retocaram a maquiagem. (Adriana Lisboa, Azul corvo) Esta é uma lista [...] More  →
  • Quarenta dias, Maria Valéria Rezende

    Quarenta Dias, romance de Maria Valéria Rezende vencedor do Prêmio Jabuti de 2015, é um livro-diário da narradora aposentada Alice,  diante do qual me portei como me portava diante dos meus próprios diários. Eles, como o livro, estavam ora nas mãos, ora na mesa do café, nas bolsas, no criado-mudo, sobre o travesseiro, em qualquer …

    More  →
  • Minha vida de menina, Helena Morley

     Mas que hei de fazer se não posso mudar meu gênio? Trilha sonora: o belíssimo “Mulungu do Cerrado”, do grupo mineiro Uakti em parceria com o coral Tabinha. Ao final do século XIX, em meio às atribulações de um Brasil monárquico com pés na transição democrática, vivia em Diamantina uma família, mescla de mineiros e …

    More  →