Tag Archives: Literatura Brasileira

  • As meninas, Lygia Fagundes Telles

    Não é à toa que Lygia Fagundes Telles representa um dos maiores nomes da literatura brasileira. Com As meninas, que rendeu um Prêmio Jabuti em 1974, ela nos entrega o Brasil de hoje que, publicado em pleno 1973 – momento mais feroz da ditadura civil-militar no país – lança luz sobre as meninas: mulheres de ontem, hoje e …

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  • A resistência, Julián Fuks

    Creo que hay que resistir: éste ha sido mi lema. Pero hoy, cuántas veces me he preguntado cómo encarnar esta palabra. Ernesto Sabato Resistência. Resistência à própria identidade, à família, às lacunas da história. Adoção. Exílio. Lugar. Argentina. Brasil. Política. Memória. Invenção? Realidade? Memória não é, em si, uma construção? E quando se trata da …

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  • Felizes poucos, Maria José Silveira

    Fomos vencidos? Quem vai saber. Só a vida dirá se, ao perder a batalha, perdemos nela a esperança e a alegria de ser quem fomos e quem somos. Esse bando de irmãos. (p. 30)     Recém saído do forno em 2016, Felizes poucos: onze contos e um curinga é a mais recente obra de …

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  • Azul e dura, Beatriz Bracher

    Nada importa quando nada está certo. (BRACHER, 2010, p. 134) Uma das autoras mais interessantes e respeitadas de nossa produção literária recente, a paulista Beatriz Bracher iniciou a carreira no mundo editorial brasileiro participando da organização da revista de literatura e filosofia 34 Letras e se destacando como uma das fundadoras da competente Editora 34. …

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  • Diário de Bitita, Carolina Maria de Jesus

          Para mim, o mundo consistia em comer, crescer e brincar. Eu pensava: o mundo é gostoso para se viver nele. Eu nunca hei de morrer para não deixar o mundo. O mundo há de ser sempre meu. Se eu morrer, não vou ver o sol, não vou ver a lua, nem as …

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  • A teus pés, Ana Cristina Cesar

    “Tarde aprendi bom mesmo é dar a alma como lavada.” Versos de ‘O Homem Público N. 1’ Ana Cristina Cesar, mesmo com uma literatura aparentemente muito pensada e reescrita, não tão fugaz ou feita para o descartável, esteve conectada à geração mimeógrafo justamente por não se prender à grande esfera editorial e às exigências do público, …

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  • Capitães da areia, Jorge Amado

    Para André Honor, que um dia foi Pedro Bala. “No começo da noite caiu uma carga-d’água. Também as nuvens pretas logo depois desapareceram do céu e as estrelas brilharam, brilhou também a lua cheia. Pela madrugada os Capitães da Areia vieram. O Sem-Pernas botou o motor para trabalhar. E eles esqueceram que não eram iguais …

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  • Cobra Norato, Raul Bopp

    “Um dia eu hei de morar nas terras do Sem-fim” O gaúcho Raul Bopp viajou por todo o Brasil assumindo os ofícios mais díspares (desde pintor de paredes até caixeiro de livraria), mas acabou se envolvendo de maneira mais expressiva com a Região Norte. Já em São Paulo e formando em Direito, fundou algumas publicações …

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  • A hora dos ruminantes, José J. Veiga

    “Isso de mexer com quem tá quieto pode chamar tempestade.” O goiano José J. Veiga ingressou um pouco tarde na carreira literária, aos quarenta e quatro anos. Ademais, ele logo foi saudado pela crítica e pelo público por sua prosa singular, dotada de questões incisivas aliadas a uma abordagem bastante lírica. Formado em direito sem …

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  • Vasto mundo, Maria Valéria Rezende

    Para meu pai, Josalbo Licarião, que quando canta abraça o sertão inteiro.  Ouvir Maria Valéria Rezende é tão bom quanto lê-la. Quem já teve a oportunidade de estar presente em qualquer de suas palestras, assistir a uma entrevista na tevê ou mesmo tomar um chá em seu quintal em João Pessoa/PB, há de concordar rapidinho …

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  • O voo da guará vermelha, Maria Valéria Rezende

    “Quem construiu a Tebas das sete portas? Nos livros constam os nomes dos reis. Arrastaram eles os blocos de pedra?” Bertold Brecht   Abrir o livro e com ele alçar voo, o livro mesmo sendo pássaro, asas abertas, chamando o leitor pra garupa da sua lombada, aninhando-o dentro de suas páginas. Livro que promete no …

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  • Desmundo, Ana Miranda

    Além da conversa das mulheres, são os sonhos que seguram o mundo na sua órbita. — José Saramago, Memorial do convento Vossas mercês, leitores do Prosa, precisam ler Desmundo. Urgentemente. Capaz de mergulhar o leitor numa atmosfera de brutalidade e lirismo, esta narrativa rouba seu fôlego em meio à densa vida selvagem de uma colônia ainda pouco desbravada …

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